Guerra no Oriente Médio: Brasil deve se preparar para o pior, alerta Celso Amorim

por Maria Gabriela Portugal
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Brasil alerta para riscos da guerra e se prepara “para o pior”, diz Celso Amorim diante da escalada no Oriente Médio

O Brasil entrou em alerta diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, que envolve Irã, Estados Unidos e Israel, e ganhou dimensão internacional com declarações de um dos principais diplomatas brasileiros. Nesta segunda-feira (2), o embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, afirmou que o país precisa estar pronto caso a crise na região se agrave ainda mais.

Em entrevista à GloboNews, Amorim descreveu o atual cenário como de “forte tensão” e considerado por ele com alto potencial de alastramento regional. O diplomata ressaltou que a morte de um líder de Estado em exercício — uma referência às recentes ações militares — é um fato “condenável e inaceitável” e que, por isso, o mundo e o Brasil devem se preparar para desdobramentos piores.

Potencial de escalada e consequências internacionais

Para o assessor presidencial, o que Amorim chama de “pior” inclui a possibilidade de o conflito escapar do eixo principal e atingir outros países da região. Ele destacou que o Irã tem histórico de fornecer apoio e armamento a grupos em diferentes territórios no Oriente Médio, o que pode expandir ainda mais a crise.

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Além disso, integrantes do governo brasileiro avaliam que a instabilidade pode impactar não apenas questões geopolíticas, mas também agendas diplomáticas importantes. Uma delas é a prevista visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, onde ele poderia se encontrar com o presidente Donald Trump entre os dias 15 e 17 de março — encontro que ainda não foi confirmado oficialmente. Amorim afirmou que uma conversa aprofundada com Lula estava prevista para abordar os desdobramentos.

Posição oficial e diplomacia brasileira

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro já divulgou nota classificando a escalada no Oriente Médio como uma grave ameaça à paz e solicitando interrupção das ações militares na região do Golfo. Embora a nota tenha manifestado solidariedade a países impactados por ataques, ela evitou citar diretamente Estados Unidos e Israel em algumas versões posteriores.

A posição oficial reflete a tentativa do Brasil de manter uma postura diplomática de cautela, balanceando críticas às ações consideradas violentas com a necessidade de preservar a capacidade de diálogo em um momento de grandes tensões mundiais.

Contexto de tensões crescentes

O conflito atual no Oriente Médio ganhou mais força após ataques que envolveram forças dos Estados Unidos e de Israel em território iraniano, resultando na morte de lideranças iranianas e gerando retalições com mísseis e drones por parte de Teerã. Especialistas e lideranças políticas em várias partes do mundo alertam para o risco dessa crise se transformar em uma guerra de maior proporção, com efeitos sobre a economia global, mercados de energia e segurança internacional.

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