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Manter um carro no Brasil está ainda mais caro

CotidianoManter um carro no Brasil está ainda mais caro

Manter um carro no Brasil tem um custo alto, muitas vezes ignorado.

Afinal, seja movido a álcool, gasolina ou diesel, não é ‘apenas’ o combustível que deve ser considerado no orçamento.

Com os impactos recentes na economia, causados primeiro pela pandemia do covid-19 e, mais recentemente, pelo guerra entre Rússia e Ucrânia, manter um carro ficou ainda mais caro.

Comprar já é caro

Antes mesmo de pensar em manter o carro, comprar um já não é tarefa tão fácil.

O mesmo ‘vilão’, a pandemia, causou em 2021 uma inflação nos preços dos automóveis novos e usados.

Assim, se já estava difícil comprar um carro, a partir de 2021 ficou ainda mais difícil.

Financiamento

Para quem pensa em comprar um carro por meio de financiamento, com a alta da Taxa Selic, a tarefa também ficou mais pesada no bolso.

Fonte: Banco Central

Nesse mês de maio a Taxa Selic chegou a 12,75% ao ano. O valor já se aproxima ao praticado em 2015, o último pico ocorrido.

Análise

Quanto mais detalhada for a análise, mais evidente fica o quanto custa caro manter um carro.

Evidentemente, a avaliação depende de alguns fatores, como modelo e condições de uso.

Até mesmo a região do país pode influenciar, haja vista os preços praticados de impostos, peças e serviços variarem por região.

Com o intuito de orientar o leitor a efetuar sua própria conta, relacionamos aqui os principais valores envolvidos.

Para facilitar o exemplo, considerados como base um carro com valor venal de R$ 100 mil.

Taxas e impostos

O primeiro ‘vilão’ que não passa despercebido é o IPVA.

Nessa conta, pode-se assim acrescentar pelo menos 4% ao ano sobre o valor venal do automóvel.

O valor cobrado pode variar de estado para estado e principalmente também pelo tipo de automóvel e o combustível utilizado.

Seguro obrigatório e licenciamento são outros custos que ocorrem anualmente, porém, bem menores que o IPVA.

Por se tratar de valores fixos, quanto menor for o valor do automóvel, maior será o peso do seguro obrigatório e do licenciamento.

No nosso exemplo, tomando por referência um custo de R$ 150,00 pesaria 0,15% ao ano sobre o valor do carro.

Seguro contra roubo, furto e acidentes

Apesar de ser opcional, em grandes centros urbanos é praticamente impensável não contratar um seguro.

Novamente, trata-se de uma despesa que varia de situação para situação, modelo e ano do automóvel, perfil do condutor e sua localização.

Para efeito de nosso exemplo, vamos considerar um custo de 5% ano sobre o valor do carro.

Entretanto, é importante frisar que em certas condições o peso do seguro sobre o valor do veículo pode chegar ao dobro disso ou até mais.

Combustível, óleo de motor e filtros

Vamos tomar por base um gasto mensal de R$ 600,00 com combustível e até uma troca de óleo de motor e filtros no ano.

Para o nosso comparativo, isso tudo representaria 7,5% ao ano sobre o valor do carro.

Manutenção em geral

Esse é outro tópico que sofre variações.

Fabricante, modelo e ano do carro e estilo de dirigir do condutor são os principais fatores.

Condições ambientais de uso também influenciam.

Circulação em trânsito urbano, muitos congestionamentos, ruas esburacadas, etc.

Talvez provavelmente, por ‘sorte’, você consiga se manter na programação de manutenção preventiva recomendada pelo fabricante do carro.

Substituição de pneus, amortecedores, discos e pastilhas de freios, mangueiras e correias. Esses são os serviços que os donos de carros estão mais acostumados em ter que fazer.

Dessa forma, você poderá realizar um pequeno orçamento sobre o cronograma do manual de manutenção do seu veículo.

Considere um horizonte mínimo de 5 anos e conclua obtendo a média de gasto anual.

Todavia, lembre-se de iniciar o comparativo de acordo com a idade atual do seu carro.

Evidentemente, quanto mais rodar com o veiculo, mais rapidamente e mais vezes os eventos de manutenção ocorrerão.

Não se surpreenda caso chegue em um valor anual superior a 4% ao ano sobre o valor do seu carro.

Depreciação

Por fim, porém não menos importante, está o custo ‘invisível’ com a depreciação.

Para simplificar o seu entendimento, a depreciação é representada pela diferença entre o valor que pagou na compra do carro pelo quanto conseguiu por ele quando o vendeu.

Nesse meio tempo o carro normalmente perde valor. Ou seja, a diferença entre valores compra e venda é negativa.

Se bem que, em algumas raras situações, essa diferença pode empatar ou mesmo até ser positiva.

Todavia, não é a regra.

Assim, poderá consultar a tabela Fipe e estabelecer essa diferença para um cenário de 5 anos.

No exemplo, chegamos em uma média de 7% ao ano sobre o valor do veículo.

OBS.: Para uma conta ainda mais precisa, poderá somar o quanto ganharia caso deixasse o valor de compra do carro aplicado.

Custo para manter um carro

Uma vez que tenha seguido essa linha de análise, talvez provavelmente você chegue em um número aproximado ao que obtivemos aqui.

De acordo com a soma de todos os itens acima listados, chegamos a um custo anual de 27,65% sobre o valor do carro do nosso exemplo.

Ou seja, sobre o valor de R$ 100 mil do nosso carro, seriam gastos R$ 27,65 mil ao ano para mantê-lo.

Isso seria o mesmo que R$ 2,3 mil ao mês ou R$ 77,00 por dia.

A depender do seu modelo o valor mensal poderá ficar maior que esse. Todavia, dificilmente ficará menor que R$ 1,5 mil ao mês.

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