Donald Trump enfrenta nesta terça-feira (3) um dos testes políticos mais importantes de seu segundo mandato. As eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos podem alterar o controle do Congresso e reduzir a capacidade do presidente de aprovar projetos e conduzir sua agenda política.
A votação definirá todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. Atualmente, os republicanos possuem maioria nas duas Casas, mas enfrentam disputas competitivas em diferentes estados.
Democratas avançam e ameaçam maioria republicana
Pesquisas divulgadas às vésperas da votação mostram vantagem dos democratas na preferência nacional dos eleitores. Uma pesquisa Reuters/Ipsos publicada em 26 de outubro apontou 47% de intenção de voto para os democratas, contra 36% para os republicanos.
A disputa pela Câmara é considerada especialmente favorável aos democratas. No Senado, entretanto, o resultado permanece mais incerto, com eleições apertadas em estados tradicionalmente republicanos.
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A avaliação do governo Trump também influencia a campanha. Na mesma pesquisa Reuters/Ipsos, a aprovação presidencial chegou a 32%, um ponto percentual acima do pior resultado registrado na semana anterior.
O que muda se Trump perder a maioria?
Uma eventual vitória democrata na Câmara poderá ampliar o poder de fiscalização sobre o governo, permitir investigações parlamentares e dificultar a aprovação de projetos presidenciais.
Se os democratas também conquistarem o Senado, poderão influenciar diretamente a análise de indicações para cargos diplomáticos, judiciais e administrativos.
Isso não significa, entretanto, que Trump perderia automaticamente o poder de governar. O presidente continuará com suas atribuições executivas, incluindo o poder de veto, mesmo diante de um Congresso controlado pela oposição.
A disputa também ocorre em meio a preocupações com o custo de vida, tarifas comerciais e os efeitos econômicos da guerra envolvendo o Irã.
O resultado de terça-feira poderá redefinir a relação entre a Casa Branca e o Congresso durante os dois últimos anos do mandato de Trump. Mais do que uma disputa por cadeiras, a eleição medirá a capacidade do presidente de manter sua influência política em Washington.

