Évian-les-Bains, França — Os líderes das sete maiores economias democráticas do mundo iniciaram nesta semana a cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França, em meio a um cenário internacional marcado por conflitos armados, tensões geopolíticas, desafios econômicos e o avanço acelerado da inteligência artificial.
O encontro, realizado entre os dias 15 e 17 de junho, reúne representantes de Estados Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido, além de autoridades da União Europeia e líderes convidados de países emergentes, incluindo o Brasil.
A guerra na Ucrânia permanece como um dos principais temas da agenda. Os líderes discutem formas de ampliar o apoio a Kiev diante da continuidade do conflito com a Rússia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa das reuniões buscando reforçar o apoio político, econômico e militar dos aliados ocidentais.
Outro assunto que domina as conversas é a situação no Oriente Médio. As negociações envolvendo Irã e Estados Unidos, bem como os impactos da instabilidade regional sobre a segurança energética global, estão entre as principais preocupações dos participantes. A reabertura e a segurança das rotas marítimas estratégicas para o transporte de petróleo também são acompanhadas com atenção.
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Na área econômica, os líderes avaliam os desafios relacionados ao crescimento global, às cadeias de suprimentos e às disputas comerciais. Questões como dependência de minerais estratégicos, investimentos em tecnologia e maior equilíbrio entre as economias desenvolvidas também fazem parte dos debates.
Pela primeira vez, a inteligência artificial ocupa posição central em uma cúpula do G7. Governos e representantes do setor tecnológico discutem oportunidades e riscos associados à rápida expansão da IA, incluindo segurança digital, proteção de crianças e adolescentes na internet, desinformação e os impactos da automação sobre o mercado de trabalho.
A França, que preside o grupo em 2026, defende uma maior coordenação internacional para enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras nacionais, como conflitos, mudanças tecnológicas e riscos econômicos globais.
A cúpula ocorre em um momento considerado decisivo para a ordem internacional. O avanço da inteligência artificial, as disputas geopolíticas e a busca por estabilidade econômica colocam o encontro entre os mais relevantes dos últimos anos, refletindo as incertezas e transformações que marcam o cenário global contemporâneo.

