A menos de uma semana do segundo turno que definirá o vencedor, a guerra judicial da eleição presidencial brasileira escalou abruptamente.
Na terça-feira, 20 de outubro, a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de cassação da candidatura de Flávio Bolsonaro, alegando que a Meta estaria favorecendo o adversário por meio de manipulação algorítmica e restringindo o alcance de conteúdos ligados ao presidente Lula.
A empresa nega as acusações e atribui os problemas identificados a falhas técnicas. O Conselho de Supervisão da Meta, porém, reconheceu falhas na aplicação de restrições à conta de anúncios da campanha de Lula, apontando a necessidade de melhorias nos procedimentos internos.
O embate ganhou dimensão judicial após o TSE exigir medidas para garantir tratamento igualitário aos candidatos nas plataformas. Em resposta, a defesa de Flávio também pediu a cassação da candidatura de Lula, alegando abuso de poder e uso eleitoral de canais oficiais do governo.
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A disputa ocorre em um cenário de forte polarização, no qual o alcance das publicações digitais e o funcionamento dos algoritmos podem influenciar o debate público. O caso levanta questionamentos sobre a transparência das plataformas e a capacidade da Justiça Eleitoral de assegurar condições equilibradas entre os candidatos.
O TSE ainda precisa avaliar as acusações e as provas apresentadas. Até que haja uma decisão fundamentada, as alegações de manipulação devem ser tratadas como acusações, e não como fatos comprovados.

