quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Xi Jinping chega a Moscou

por Maria Gabriela Portugal
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XI JINPING MOSCOU

A visita do líder chinês ocorre em um momento em que as relações bilaterais estão em alta, segundo autoridades russas.

O presidente chinês, Xi Jinping, chegou a Moscou na segunda-feira para uma visita de Estado de três dias para se encontrar com seu colega russo, Vladimir Putin. Durante a cúpula, os dois lados discutirão a cooperação estratégica nas esferas energética e militar, bem como o conflito na Ucrânia.

Xi Jinping disse estar feliz por estar de volta à Rússia após aterrissar no Aeroporto de Vnukovo e enfatizou a importância de relações fortes entre Pequim e Moscou, não apenas para as próprias nações, mas também para a comunidade internacional, em geral.

O líder chinês afirmou que, juntamente com a Rússia, que sua nação está pronta para “defender com determinação o sistema internacional centrado na ONU”. 

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Os dois países se esforçariam para “cumprir a verdadeira multipolaridade e promover um mundo multipolar com relações internacionais democratizadas, para encorajar o desenvolvimento dos assuntos globais em uma direção que seja mais justa e racional”, acrescentou Xi Jinping.

No final do dia, o líder chinês deve realizar uma reunião informal com Putin, que se concentrará em “questões importantes e delicadas”, conforme o assessor presidencial russo Yury Ushakov.

A rodada principal de negociações, no entanto, acontecerá na terça-feira, com o líder chinês também devendo se reunir com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin. Posteriormente, as delegações russa e chinesa realizarão negociações em formato ampliado.

No total, Moscou e Pequim devem assinar documentos descrevendo a cooperação bilateral, incluindo duas grandes declarações conjuntas.

Entretanto, autoridades russas disseram anteriormente que a visita histórica, que ocorre em um momento em que as relações entre Moscou e Pequim estão em alta, deve dar um novo impulso aos laços bilaterais.

Espera-se que o conflito na Ucrânia tenha grande importância na agenda. A China não condenou a operação militar de Moscou no país vizinho nem participou das sanções ocidentais, embora tenha repetidamente pedido uma resolução pacífica do conflito.

Na semana passada, o Wall Street Journal informou que após a visita de Xi à Rússia, ele planeja falar com o presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, em uma tentativa de desempenhar um papel mais proeminente na mediação do fim do conflito.

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