quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Reino Unido investe bilhões para reforçar defesa contra a Rússia

por Maria Gabriela Portugal
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REINO UNIDO

O Reino Unido planeja mobilizar bilhões de libras para reforçar sua base militar-industrial, preparando-se para um potencial conflito com a Rússia. O Secretário de Defesa, John Healey, fez essa declaração antes da divulgação da Revisão Estratégica de Defesa do governo, marcada para segunda-feira. Segundo a BBC, o relatório identificará a Rússia e a China como as principais ameaças à segurança do Reino Unido.

Na revisão estratégica, o governo destinará £ 1,5 bilhão (aproximadamente US$ 2 bilhões) à construção de seis novas fábricas de munições. Esse investimento reflete um esforço significativo para fortalecer a capacidade de produção militar do país. Além disso, nos próximos cinco anos, Londres planeja alocar cerca de £ 6 bilhões para a fabricação de armamentos de longo alcance, incluindo os mísseis Storm Shadow, desenvolvidos em parceria com a França. Esses mísseis têm sido utilizados pela Ucrânia, que, segundo Moscou, os emprega para atingir alvos civis em seu território.

Healey afirma que essa mobilização envia uma mensagem clara para Moscou, evidenciando a determinação do Reino Unido em manter uma postura firme diante das ameaças. Ele destaca que o objetivo vai além de fortalecer as Forças Armadas britânicas; trata-se também de reforçar a base industrial do país como parte de uma estratégia mais ampla de prontidão militar.

Além disso, o apoio ocidental à Ucrânia expôs sérias vulnerabilidades na capacidade de produção de armamentos. Líderes militares britânicos expressaram preocupação com a diminuição dos estoques de armas, que estão em níveis perigosamente baixos. Sendo um dos maiores apoiadores da Ucrânia na Europa, o Reino Unido já forneceu aproximadamente € 15,16 bilhões (cerca de US$ 17,2 bilhões) em ajuda, com mais de dois terços desse valor destinado ao apoio militar.

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Ademais, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente francês, Emmanuel Macron, defendem o envio de tropas ocidentais para a Ucrânia. Eles enfatizam a necessidade de uma força de paz em caso de um cessar-fogo total. No entanto, a Rússia alertou que qualquer presença de tropas da OTAN na Ucrânia, mesmo que designadas como forças de paz, será considerada um alvo legítimo. Moscou argumenta que a intervenção estrangeira somente intensificará o conflito e não impedirá que a Rússia alcance seus objetivos militares.

Essa situação complexa destaca a crescente tensão nas relações entre o Ocidente e a Rússia, assim como os esforços contínuos do Reino Unido para se preparar para um cenário de segurança cada vez mais desafiador.

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