O Príncipe Saudita, Mohammed bin Salman, foi recebido nesta terça-feira na Casa Branca por Donald Trump, em um encontro diplomático que marca uma nova fase nas relações entre os dois países. Segundo a Casa Branca, durante a visita foram assinados acordos de defesa e selados compromissos econômicos significativos.
Entre os destaques da visita, os Estados Unidos concederam à Arábia Saudita a posição de “aliado importante fora da OTAN”, reforçando a cooperação militar sem garantir defesa automática mútua. Além disso, Trump anunciou a venda de caças F‑35 aos sauditas, numa operação considerada uma das maiores de armamento americano para o país do Oriente Médio. Paralelamente, a Arábia Saudita se comprometeu a adquirir cerca de 300 tanques americanos.
No campo econômico, o Príncipe Saudita, anunciou que os investimentos sauditas nos Estados Unidos subirão para quase US$ 1 trilhão, superando os US$ 600 bilhões anunciados anteriormente. Foram firmados também acordos em áreas estratégicas, como energia nuclear civil, mineração de minérios críticos e inteligência artificial, consolidando uma parceria tecnológica de longo prazo.
A visita ocorre em um contexto delicado: apesar da aproximação econômica e militar, questionamentos sobre direitos humanos e o envolvimento do príncipe na morte do jornalista Jamal Khashoggi permanecem. Durante a visita, Trump minimizou o episódio, afirmando que o Príncipe Saudita “não sabia de nada”. Analistas veem a visita como parte de uma estratégia de Trump para fortalecer alianças geopolíticas em setores de tecnologia, segurança e energia limpa.
Publicidade
A visita de Mohammed bin Salman a Donald Trump representa muito mais do que um encontro protocolar. Com acordos abrangendo defesa, energia, tecnologia e investimentos, a parceria EUA-Arábia Saudita entra em uma nova fase — ambiciosa, complexa e com potencial para transformar a relação entre as duas nações.

