Petrobras inicia perfuração na Bacia da Foz do Amazonas após aval do Ibama e prevê produção em até oito anos
A Petrobras deu início à exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, após receber autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para perfurar o primeiro poço exploratório na região. A perfuração, que deve durar cerca de cinco meses, ocorre em águas profundas a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá e 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas.
A presidente-executiva da estatal, Magda Chambriard, afirmou em entrevista à Reuters que, caso sejam confirmadas grandes reservas, a produção comercial de petróleo e gás poderá começar em sete a oito anos. Segundo ela, o cronograma permitiria à Petrobras compensar a futura queda da produção no pré-sal brasileiro.
A região é considerada uma das fronteiras petrolíferas mais promissoras do país, por compartilhar características geológicas com a vizinha Guiana, onde a ExxonMobil desenvolve campos gigantes. A Petrobras planeja perfurar seis poços adicionais na área, e a expectativa é que as próximas licenças sejam obtidas com maior facilidade, já que as principais exigências ambientais foram cumpridas.
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O aval do Ibama encerra uma disputa que se arrastava desde 2023, quando o órgão ambiental havia negado o pedido de perfuração. Para atender às exigências, a Petrobras investiu milhões de reais em medidas de mitigação e resposta a emergências ambientais, incluindo a criação de um centro de atendimento a fauna marinha em Oiapoque (AP).
A Petrobras afirma que as operações seguirão rígidos protocolos de segurança e sustentabilidade, e que o projeto pode gerar empregos, arrecadação e fortalecer a soberania energética nacional.
Com o início da perfuração, o Brasil abre uma nova frente de exploração na Margem Equatorial, vista como estratégica para o futuro do setor energético nacional — mas que também coloca o país diante do desafio de conciliar crescimento econômico e preservação ambiental.

