PEC da Blindagem e PL da Anistia: Manifestos se Opõem a Projetos Polêmicos no Congresso. O Brasil presenciou um dos mais significativos manifestos de resistência popular recente. Organizadas por movimentos de esquerda, sindicatos, artistas e entidades, as manifestações ocorreram em todas as 27 capitais e em diversas cidades, além de atos no exterior. O principal objetivo desses protestos foi se opor a dois projetos polêmicos em tramitação no Congresso Nacional: a PEC da Blindagem e o PL da Anistia.
O Que Estava em Jogo?
A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara na semana anterior, permite que deputados e senadores só possam ser processados criminalmente com autorização prévia do Congresso, o que é visto como uma forma de impunidade para parlamentares. O PL da Anistia visa perdoar os condenados pelos ataques ao Congresso e ao STF em 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante os protestos, os manifestantes expressaram suas indignações com gritos como “Sem anistia para golpistas!” e “Queremos Bolsonaro na cadeia!”. Além disso, a influência externa, como o apoio de Donald Trump à anistia, foi criticada, com bonecos infláveis do ex-presidente americano sendo exibidos.
Principais Cenários dos Protestos
Os atos ocorridos em 21 de setembro de 2025 foram marcados por um clima pacífico e cultural, incluindo caminhadas, discursos e shows gratuitos. Cada cidade teve sua própria forma de expressar a resistência.
Publicidade
Em São Paulo, a manifestação se concentrou na Avenida Paulista, em frente ao MASP, onde uma enorme bandeira do Brasil foi estendida e discursos impactantes, incluindo o de Guilherme Boulos, foram realizados. O evento começou às 14h e atraiu um público estimado em 42,4 mil pessoas.
No Rio de Janeiro, a Praia de Copacabana se tornou o palco de shows de grandes artistas, como Caetano Veloso e Chico Buarque, reunindo um público de 41,8 mil pessoas. A música e a arte foram fundamentais para a mobilização.
Na Brasília, a Esplanada dos Ministérios viu uma marcha rumo ao Congresso, com a presença significativa de sindicatos. Embora o número exato de participantes não tenha sido oficialmente contabilizado, milhares de pessoas se juntaram ao ato.
Em Salvador, o Cristo da Barra foi o local escolhido para discursos inspiradores de figuras como Daniela Mercury e Wagner Moura, atraindo também milhares de manifestantes.
Belo Horizonte reuniu movimentos sociais na Praça da Estação, onde foram levantadas críticas à “PEC da Impunidade”, com a presença de milhares de participantes.
Em outras capitais, como Recife e Manaus, a mobilização de estudantes e atos simbólicos ocorreram em diversos locais, com públicos variando de centenas a milhares.
No total, mais de 200 mil pessoas participaram das manifestações em todo o país, superando os atos pró-governo anteriores e demonstrando a força da resistência popular.
Cultura e Resistência: O Papel dos Artistas
A forte presença cultural foi um diferencial nos protestos. Artistas como Caetano Veloso e Chico Buarque se destacaram, engajando o público com canções que remetem à luta pela democracia. Essa união de arte e resistência transformou os atos em verdadeiros “festivais pela democracia”.
Impacto e Repercussões
Os protestos pressionaram o Congresso e causaram reações significativas. O presidente da CCJ do Senado prometeu “sepultar” a anistia, enquanto a esquerda celebrou a mobilização popular.
Esse 21 de setembro serviu como um lembrete de que a democracia brasileira depende da vigilância e da participação popular. A frase de um manifestante ressoou: “Todo poder emana do povo”. Foi um dia de esperança, arte e luta, mostrando que o Brasil não aceita retrocessos. Se você esteve lá ou acompanhou, sua voz faz parte dessa história!

