A Rússia atualmente controla cerca de 20 % do território da Ucrânia, ou seja, aproximadamente 120 mil km² do país, incluindo várias regiões no leste e no sul, como partes de Donetsk, Luhansk, Kherson, Zaporizhzhia e a Crimeia, que já estava sob controle antes de 2022. Esse percentual é uma estimativa usada por analistas e organizações que acompanham o conflito, com base em dados de monitoramento militar e geopolítico atualizados em 2026.
A guerra Rússia–Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, entrou em seu quinto ano em 2026 com combates intensos, diplomacia em impasse e um custo humano e econômico avassalador.
Nesta quarta‑feira, no aniversário de quatro anos da invasão em larga escala, líderes ucranianos e aliados ocidentais reforçaram a determinação de continuar a luta, mesmo em meio a um cenário de avanço no campo de batalha e de negociações de paz cada vez mais distantes.
No front, a guerra transformou‑se em um conflito de atrito. Avanços significativos de território são raros; mesmo assim, há relatos de que a Rússia conseguiu consolidar algumas posições no leste e no sul da Ucrânia, tomando pequenas áreas após semanas de combates intensos.
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Segundo analistas militares, a frente se desloca em poucos metros por dia em alguns setores, refletindo a natureza exaustiva e estática da guerra.
Ucrânia e Rússia continuam trocando ataques, com uso crescente de drones, mísseis e tecnologia de vigilância, que marcaram o conflito desde os primeiros meses.
Reivindicações e posições políticas
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, afirmou em entrevistas que o conflito está no “começo do fim”, mas deixou claro que um acordo só seria aceitável com garantias de segurança firmes e apoio continuado do Ocidente.
Do lado russo, o presidente Vladimir Putin ordenou reforços na proteção de infraestrutura energética e advertiu sobre “atos de terror” atribuídos a ataques ucranianos a depósitos e oleodutos russos, retratando o conflito como parte de uma confrontação maior com o Ocidente.
Espaço diplomático e divisão europeia
Apesar de reuniões em fóruns internacionais, as negociações de paz permanecem em xeque. Um dos principais desafios é a falta de consenso entre os aliados europeus: líderes levantaram acusações de que países como a Hungria estariam a obstruir maior apoio direto a Kiev, bloqueando novas medidas de ajuda aprovadas pela União Europeia.
Quatro anos de guerra deixaram um rastro de destruição. Milhões de civis foram deslocados interna e externamente, com centenas de milhares de vítimas civis e militares em ambos os lados, segundo estimativas de organizações internacionais.
O Banco Mundial estimou que a reconstrução da Ucrânia pode exigir cerca de US$ 588 bilhões nos próximos dez anos, um dos principais custos de recuperação já registrados para um país devastado pela guerra.
Tendências e perspectivas
Especialistas descrevem o conflito como uma guerra de desgaste, na qual nenhum dos lados tem conseguido uma vitória decisiva. A liderança ucraniana continua a exigir garantias de segurança antes de aceitar um cessar‑fogo, enquanto a Rússia mantém sua posição militar e política sem demonstrar disposição para concessões significativas.
Para analistas internacionais, 2026 pode ser crucial — não apenas pelos combates, mas pelo modo como a guerra redefine relações internacionais, estratégias militares modernas e o equilíbrio de poder na Europa.
Em suma, a guerra Rússia-Ucrânia em 2026 continua ativa, marcada por combates intensos, resistência ucraniana, apoio ocidental dividido e uma diplomacia que ainda não produziu um acordo de paz duradouro. O conflito permanece uma das principais crises humanitárias e geopolíticas do século XXI.

