quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Greve de pilotos e comissários inicia na segunda-feira

por Redação T1E1
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Greve de pilotos e comissários de voo que atuam nas principais companhias aéreas do país está marcada para iniciar na próxima segunda-feira, dia 19.

A decisão foi tomada em assembleia-geral da categoria nesta quinta-feira, dia 15, segundo informou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). 

A paralisação, que seguirá por tempo indeterminado, ocorrerá sempre das 6h às 8h, nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte e Fortaleza, os maiores do país.

Dessa maneira, poderá ocorrer um efeito cascata de atrasos e possíveis cancelamentos de voos. 

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O motivo para a greve de pilotos e comissários, segundo a categoria, é a “frustração das negociações da renovação da Convenção Coletiva de Trabalho”.

Negociações

O acordo ainda está em discussão entre os sindicatos dos trabalhadores do setor e das empresas aéreas.

A greve de pilotos e comissários não atingirá voos com órgãos para transplante, vacinas ou pacientes em atendimento médico, assegurou o SNA. 

Sobretudo, os aeronautas reivindicam recomposição das perdas inflacionárias, além de um ganho real nos salários e benefícios.

O sindicato da categoria argumenta que os altos preços das passagens aéreas têm gerado crescentes lucros para as empresas.

De janeiro a outubro deste ano, por exemplo, o preço médio das passagens subiu 35%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Os profissionais do setor aéreo reivindicam ainda melhorias nas condições de trabalho para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho.

Assim, pedem a definição dos horários de início de folgas e proibição de alterações nas mesmas, além do cumprimento dos limites já existentes do tempo em solo entre etapas de voos.

“É importante destacar que as próprias empresas apontam em seus informes ao mercado, assim como também demonstram notícias publicadas na imprensa, que o setor aéreo vem se recuperando aceleradamente, com lucros maiores do que os do período pré-pandemia. Além disso, a procura por passagens aéreas aumentou e os preços impostos aos passageiros subiram drasticamente. No entanto, as empresas continuam intransigentes, se recusando a conceder uma remuneração mais digna aos tripulantes, além de propor que pilotos e comissários trabalhem mais horas. Os pilotos e comissários de voo do Brasil contam com a compreensão da sociedade e com o bom senso das companhias aéreas para evitar transtornos”, informou o sindicato, em nota.

Ofertas

O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA) afirma que ofereceu reajuste de 100% do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) para o piso salarial.

Essa seria a mesma correção para as diárias nacionais, seguro de vida e vale-alimentação, além da garantia da data base de 1º de dezembro e todas as cláusulas financeiras e sociais da Convenção Coletiva enquanto as negociações estivessem em curso.

No entanto, até o momento, o sindicato patronal informou não ter recebido contraproposta dos trabalhadores. 

Por conseguinte, a entidade argumentou que o preço “foi fortemente afetado nos últimos anos por conta de pandemia, conflitos na Europa, desvalorização do real frente ao dólar e aumento do preço do petróleo”.

Além disso, o SNEA enfatizou que o querosene de aviação (QAV) aumentou 118% na comparação com o ano de 2019.

O insumo representa hoje mais de 50% dos custos das empresas aéreas.

(Da Agência Brasil)

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