quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Frio intenso no Brasil: ganância do agronegócio como causa?

por Maria Gabriela Portugal
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FRIO INTENSO

Frio intenso no Brasil: ganância do agronegócio como causa? A derrubada de árvores para o agronegócio está modificando o clima no Brasil, gerando impactos tanto locais quanto regionais. O desmatamento, especialmente em biomas como a Amazônia e o Cerrado, interfere nos padrões climáticos de várias maneiras, influenciando a temperatura, a umidade e a frequência de eventos extremos. A seguir, explico como isso acontece e sua possível relação com o inverno muito mais frio em 2025.

Como o Desmatamento para o Agronegócio Afeta o Clima

As florestas, como a Amazônia, desempenham um papel crucial na liberação de abundância de vapor d’água por meio da evapotranspiração. Esse processo forma os “rios voadores”, que transportam umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. No entanto, o desmatamento reduz essa umidade, levando a um clima mais seco em várias regiões. Consequentemente, menos umidade implica em uma menor capacidade de reter calor, o que pode resultar em noites mais frias, especialmente durante o inverno, quando massas de ar polar chegam, como observado em 2025.

Alteração nos Microclimas

Além disso, as áreas desmatadas perdem a cobertura vegetal que regula a temperatura local. Durante o dia, os solos expostos tendem a aquecer mais, enquanto à noite esfriam rapidamente, aumentando a variabilidade térmica. Essa alteração pode intensificar ainda mais o frio em regiões desmatadas, como partes do Mato Grosso, Rondônia ou Sul do Brasil, durante eventos como as friagens de 2025.

Facilitação de Massas de Ar Frio

As florestas densas atuam como barreiras naturais que suavizam a entrada de massas de ar polar. Com o desmatamento, essas massas avançam com mais facilidade, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, contribuindo para quedas de temperatura, como as relatadas no inverno de 2025.

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Contribuição para o Aquecimento Global

Ademais, a derrubada de árvores libera carbono armazenado, aumentando a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera. Esse fenômeno intensifica o aquecimento global, que, paradoxalmente, pode levar a eventos climáticos extremos, incluindo ondas de frio mais intensas devido a alterações nos sistemas atmosféricos globais, como a corrente de jato.

Degradação do Solo e Perda de Biodiversidade

A degradação do solo é outra consequência significativa do desmatamento. Solos expostos perdem a capacidade de reter umidade, agravando a seca e facilitando variações térmicas extremas. Além disso, a perda de biodiversidade reduz a resiliência dos ecossistemas, tornando-os mais vulneráveis a mudanças climáticas.

Relação com o Inverno Frio de 2025

Embora o inverno de 2025 no Brasil seja principalmente influenciado pela neutralidade climática no Oceano Pacífico e pela chegada de massas de ar polar, o desmatamento pode estar desempenhando um papel secundário.

Intensificação do Frio Local

Em áreas desmatadas, como partes do Centro-Oeste e Amazônia, a menor umidade e a perda de cobertura vegetal podem tornar as noites mais frias, tornando o inverno mais rigoroso.

Frentes Frias Mais Intensas

A redução da barreira florestal facilita a penetração de frentes frias. Isso é notável nas geadas no Sul e nas friagens em estados como Rondônia e Acre em 2025.

Contraste com Anos Anteriores

Após invernos mais quentes em 2023 e 2024, devido ao fenômeno El Niño, o desmatamento pode estar contribuindo para uma maior variabilidade climática, fazendo com que o inverno de 2025 seja mais frio em comparação.

Impactos a Longo Prazo

A longo prazo, o desmatamento para o agronegócio tende a tornar o clima brasileiro mais quente e seco, com menos chuvas e maior risco de desertificação em regiões como o Cerrado. No entanto, em eventos específicos, como o inverno, a ausência de florestas pode facilitar quedas de temperatura devido à menor retenção de calor e umidade. Esses impactos são especialmente pronunciados em áreas de desmatamento intenso, como a Amazônia, onde a perda de floresta já reduziu significativamente a formação de chuvas.

Em suma, a derrubada de árvores para o agronegócio está, de fato, modificando o clima no Brasil. Isso ocorre ao reduzir a umidade, alterar microclimas e facilitar a penetração de massas de ar frio, intensificando ainda mais o frio, como em 2025. Embora o frio deste ano seja mais diretamente causado por fatores naturais, o desmatamento agrava a variabilidade climática, contribuindo para extremos de temperatura. A longo prazo, a tendência é de um clima mais quente e seco, mas com eventos sazonais de frio mais intensos em algumas regiões. Proteger as florestas é essencial para manter a estabilidade climática e mitigar esses impactos.

Fontes fornecidas pelo Grok e Poe

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