quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

EUA lançam ataque militar à Venezuela

por Maria Gabriela Portugal
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EUA lançam ataque militar à Venezuela. Em um dos episódios mais dramáticos da história recente das relações interamericanas, os Estados Unidos lançaram uma série de ataques militares contra a Venezuela nas primeiras horas deste sábado (3). Explosões foram ouvidas na capital venezuelana, Caracas, e em várias regiões do país, enquanto o presidente dos EUA, Donald J. Trump, afirmou que as forças americanas realizaram um “ataque em larga escala” que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, levados para fora do país, segundo suas declarações oficiais.

Ataques nas primeiras horas da manhã

Testemunhas relataram múltiplas explosões por volta das 2h da manhã (horário local), acompanhadas por aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas e outras áreas urbanas, como os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Os estrondos foram seguidos por interrupções de energia em diversos bairros e um clima de choque entre a população local.

Declaração oficial de Donald Trump

Em postagem nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que a operação foi concluída com sucesso:

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos.”

Trump também anunciou que dará mais detalhes em uma coletiva de imprensa marcada para hoje, reforçando que a ação foi planejada como uma resposta às acusações de que o governo venezuelano atua como um “narco-estado”.

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Reações da Venezuela e da comunidade internacional

O governo de Caracas classificou os ataques como uma “agressão militar gravíssima” e uma violação flagrante da soberania do país, denunciando o uso da força contra alvos civis e militares e convocando a população à mobilização para defender o território nacional.

Autoridades venezuelanas afirmaram que a ação representa uma ameaça à paz e segurança internacionais, citando a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a soberania de um Estado.

Líderes de países vizinhos e aliados da Venezuela também reagiram. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU diante do que classificou como uma “agressão”. Outros governos expressaram preocupação e críticas à ação militar dos EUA na região.

Impacto e próximos passos

A intervenção representa uma escalada sem precedentes nas tensões entre Washington e Caracas desde a invasão do Panamá em 1989 e terá implicações profundas para a estabilidade regional, decisões em fóruns multilaterais e relações diplomáticas com potências como Rússia e China.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha em tempo real os desdobramentos da crise, com questionamentos sobre a legalidade da ação, seu impacto humanitário e os próximos passos do governo venezuelano, que ainda não confirmou de forma independente o paradeiro de Maduro ou os detalhes sobre sua detenção.

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