quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Cessar-Fogo em Gaza Desaba sob Acusações Mútuas e Ataques Poderosos

por Marco Antonio Portugal
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EUA ISRAEL CONFLITO GAZA

Cessar-fogo na Faixa de Gaza está à beira do colapso após o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenar nesta terça-feira (28/10/2025) que as Forças Armadas realizassem ataques “poderosos e imediatos” contra o território palestino. A decisão, que marca o fim de um período de relativa calma de cerca de duas semanas, foi imediatamente seguida por acusações mútuas de violação do acordo de trégua, mediado pelos Estados Unidos.

A ordem de Netanyahu foi emitida após consultas de segurança, e um comandante militar israelense alegou que a ação é uma retaliação a um suposto ataque do Hamas contra tropas israelenses que estavam em Gaza. O ministro da Defesa, Israel Katz, reforçou a postura de linha dura, prometendo que o Hamas pagaria um “preço alto” pela agressão.

A Resposta do Hamas e a Quebra do Acordo de Reféns

Em resposta, o Hamas negou veementemente ter violado o acordo e, por sua vez, acusou Israel de ser o responsável pela quebra da trégua. Como forma de retaliação imediata, o grupo militante palestino anunciou a suspensão da entrega do corpo de um refém morto em cativeiro, um dos pontos cruciais previstos no pacto de cessar-fogo.

O acordo de trégua, que entrou em vigor em 10 de outubro, previa a interrupção dos ataques israelenses em troca da libertação de reféns e da devolução de corpos de reféns que morreram sob custódia do Hamas. Embora 20 reféns vivos tenham sido entregues nos dias seguintes ao início da trégua, a suspensão da entrega dos corpos sinaliza uma grave deterioração nas negociações.

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A Posição dos Estados Unidos: “O Cessar-Fogo se Mantém”

Apesar da escalada militar e das acusações de ambos os lados, o governo dos Estados Unidos insiste que o cessar-fogo continua em vigor. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, minimizou a gravidade dos incidentes, classificando-os como “pequenas escaramuças”.

“O cessar-fogo está se mantendo. Isso não significa que não haverá pequenas escaramuças aqui e ali”, disse Vance aos repórteres. “Sabemos que o Hamas ou outra organização dentro de Gaza atacou um soldado (militar israelense). Esperamos que os israelenses respondam, mas acredito que a paz do presidente se manterá apesar disso”.

O presidente Donald Trump ecoou a mesma linha, afirmando que “nada vai comprometer” o acordo e que Israel tem o direito de se defender e revidar após o suposto ataque do Hamas a um soldado israelense. A postura americana sugere um esforço diplomático para manter a frágil trégua, mesmo diante da violência renovada.

O Preço da Escalada

Os ataques aéreos e de artilharia ordenados por Israel causaram um novo ciclo de violência na região. Autoridades locais em Gaza, controladas pelo Hamas, relataram que os bombardeios israelenses mataram pelo menos 26 pessoas nas últimas horas.

Esta é a segunda vez que o cessar-fogo é ameaçado desde sua implementação. Em 19 de outubro, um incidente semelhante levou a bombardeios israelenses, mas a trégua foi rapidamente retomada. No entanto, a ordem de “ataques poderosos” de Netanyahu e a suspensão da entrega de reféns pelo Hamas indicam que a atual crise é significativamente mais grave e pode levar a um rompimento total do acordo.

A comunidade internacional observa com preocupação a situação, temendo que o fim definitivo do cessar-fogo resulte em uma nova ofensiva de larga escala em Gaza, com consequências humanitárias devastadoras para a população civil.

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