quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Alemanha envia navios de guerra ao Ártico

por Maria Gabriela Portugal
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ÁRTICO

A Alemanha decidiu enviar navios de guerra para patrulhar as águas do Ártico. Essa ação responde à crescente presença militar da Rússia na região, anunciou o Ministro da Defesa, Boris Pistorius, na segunda-feira. Por sua vez, a Rússia afirma que está somente imitando as ações da OTAN para manter o equilíbrio na área.

Estratégia da Rússia

No início deste ano, o presidente russo, Vladimir Putin, destacou que Moscou está implementando uma estratégia adequada para responder a potenciais invasões à sua soberania ao longo dos 24.000 km da costa ártica.

Compromisso Alemão

Durante uma coletiva de imprensa em Copenhague com seu colega dinamarquês, Troels Lund Poulsen, Pistorius afirmou que “já neste ano, a Alemanha mostrará sua presença no Atlântico Norte e no Ártico”.

A operação, chamada de “Urso do Atlântico”, surge como resposta às crescentes ameaças marítimas, pois “a Rússia está militarizando o Ártico”, declarou Pistorius.

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Exercícios Militares Conjuntos

Um navio de apoio “irá da Islândia para a Groenlândia e depois para o Canadá” para participar de exercícios militares conjuntos com aliados da OTAN, como Dinamarca, Noruega e Canadá.

Além disso, Pistorius anunciou que “mobilizaremos nossas aeronaves de patrulha marítima, submarinos e fragatas” para demonstrar o compromisso da Alemanha com a região.

Reação da OTAN e da Rússia

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, mencionou em abril que os membros do bloco militar liderado pelos EUA estão “trabalhando juntos” no Ártico para “defender esta parte do território da OTAN”.

Entretanto, o Kremlin considera a militarização da região pela OTAN como injustificada e afirma que a Rússia seguirá os passos do bloco.

Em março, Putin reiterou sua preocupação com a frequência crescente com que os países da OTAN designam o extremo norte como possível ponto de conflito. “Gostaria de enfatizar que a Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico”, afirmou o presidente russo, ressaltando que Moscou “protegerá de forma confiável” seus interesses na região, reforçando seu contingente militar em resposta às ações ocidentais.

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